quinta-feira, 31 de maio de 2012

REPORTAGEM COMPLETA DO ABTV NA XX CAVALGA À PEDRA DO REINO



Cavalgada da Pedra do Reino é realizada no Sertão

Pela estrada, com poeira e sol forte, corte e cavaleiros seguiram em direção à Serra do Catolé, onde fica o sítio histórico que abriga as duas pedras do reino. No vídeo, assista à reportagem na íntegra.

No Sertão de Pernambuco, o dia foi de muita festa. Muitos amanheceram na concentração para a tradicional cavalgada da Pedra do Reino. No vídeo acima, veja reportagem completa.

Cinco da manhã e os fogos anunciavam. Estava na hora de os moradores acordarem para a cavalgada em direção à Pedra do Reino – evento que mistura a história da cidade de São José do Belmonte, no Sertão, e a literatura de Ariano Suassuna.
Aos poucos, a frente da igreja ficou lotada. A alvorada foi ao som de muita música: pífano, banda filarmônica e forró pé-de-serra.
Com a benção dos padres e o cruzamento das espadas, a corte real e os cavaleiros seguiram a viagem. Para ocupar os postos de rei ou rainha, é preciso ter envolvimento com o desenvolvimento da cidade.
Ana Carolina, por exemplo, pertence a uma tradicional família de São José de Belmonte. A relação com a cavalgada começou com o pai. “Nós não somos daqui, mas não deixamos de participar dos eventos realizados. Esse é o sexto ano que eu participo da cavalgada”, disse João Bosco, pai de Ana Carolina.
O rei é Marcos Vinícius. Ele mora no Recife e é um dos maiores responsáveis pela divulgação da festa na região metropolitana. “Para mim, é motivo de honra. Eu represento a Região Metropolitana do Recife. Fico muito feliz também porque, de forma indireta, participo da obra de Ariano Suassuna – um escritor que admiro muito”.
A história conta que mais de 50 pessoas morreram no local. Elas acreditavam que as duas pedras seriam as duas torres do castelo de Sebastião, rei de Portugal, que estava desaparecido.
“A cavalgada não é um culto à tragédia. É simplesmente um ato de mostrar às pessoas que não se deixem influenciar por qualquer tipo de fanatismo. Nós queremos preservar o conceito do amor à vida”, explica Charles Neves, organizador do evento.
Depois de 30 quilômetros, percorridos em seis horas, o cortejo chegou saudado pelos súditos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário